Sinto um toque suave na minha cara, acordo, e sem luz sinto algo a levantar-me, levas-me para um local quente, com um cheiro agradável...
Sentas-me numa cadeira, e então ouço a tua voz perguntar:
- Porque te deixaste vir, não tendo a certeza de quem sou?
Não tive coragem de responder, quando tentava a minha voz saía muda, não conseguia falar...
Foi então que repetiste:
- Diz-me, não sabes quem sou e deixaste-te levar?
Consegui então dizer:
- Senti o teu suave toque, agarrei a oportonidade de te sentir, e de saber que nunca me vais deixar. Quero ser tua, não apenas para desfrutar de um bom momento, mas sim para sentir que sou amada, e que realmente tenho alguém que me ama. É estranho eu sei, mas deixa-me sentir o teu cheiro, o doce paladar da tua boca e a suavidade da tua voz...
Ficaste calado, temi por instantes que me tivesses deixado sozinha. Não sei porquê mas senti-me bastante insegura, com medo de nunca mais te poder ver, com medo de te perder, e nunca mais te encontrar. Não eu não quero, uma vida sem ti doía de mais, era pesado de mais. Sim, eu contigo vou até às nuvens, sabes, és realmente a pessoa que me faz sentir tão mas tão feliz.
Passados alguns instantes, senti as tuas mãos outra vez tocarem em mim.
- Acorda, não sabes quem sou. Nunca me viste na vida, deixa de pensar que me conheces, tu não me conheces...
- Mais uma vez eu pergunto, então que me queres ?
Eram essas tuas palavras que me doiam ouvir, nunca te vi, mas gosto de ti...
VOLTA
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
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